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Open Science Training Handbook

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Ni!

Acaba de ser publicada a versão 1.0 do Open Science Training Handbook, um manual escrito por quatorze membros super ativos em comunidades de ciência aberta.

https://open-science-training-handbook.gitbooks.io/book/content/

Além de ser potencialmente útil e de haver um grupo apoiando seu uso em treinamentos, trata-se de um trabalho colaborativo aberto à contribuições. Todos esses pontos estão explicados com instruções na introdução do livro.

Um abraço,

ale
.~´

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iaravps
3 days ago
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Rio de Janeiro, Brasil
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A BNCC do Ensino Médio: entre o sonho e a ficção

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“Não podemos simplesmente contribuir para o desmonte da Educação Básica Púbica de Ensino Médio, aprofundando ainda mais o fosso que a separa da Educação do Povo da Educação das Elites”, afirma o Eduardo F. Mortimer, professor da Faculdade de Educação da UFMG e conselheiro da SBPC

O MEC publicou no último dia 03 de abril a BNCC do Ensino Médio. BNCC é a sigla para Base Nacional Comum Curricular, que será um instrumento de orientação dos currículos a serem desenvolvidos pelos diversos sistemas de ensino estaduais e municipais do País. Para entendermos o significado dessa BNCC, há que se analisa-la no contexto da Lei da Reforma do Ensino Médio, de no 13.415, aprovada em 2017. Atualmente, o Ensino Médio é ofertado por meio de 13 disciplinas, todas obrigatórias. Há, sem dúvida, um excesso. Essa situação foi se configurando à medida que essas novas disciplinas eram aprovadas pelo Congresso Nacional e o currículo se diversificava, meio como uma árvore de natal que não cresce no tamanho, mas cresce no número de bolas e outros penduricalhos.

A nova lei, que se originou numa medida provisória e foi aprovada a toque de caixa, atropelando esforços já em curso no Congresso Nacional e desconhecendo totalmente diversos segmentos da sociedade brasileira interessados no debate, instituiu um Ensino Médio diversificado e integral. Para cada um dos três anos, são previstas 1.000 horas. Há uma parte comum, que tem por base a BNCC, com 1.800 horas; e cinco itinerários formativos diferenciados, para o estudante optar por um deles, para os quais estão previstas 1.200 horas: 1. linguagens e suas tecnologias; 2. matemática e suas tecnologias; 3. ciências da natureza e suas tecnologias; 4. ciências humanas e sociais aplicadas; 5. formação técnica e professional.

Um das grandes mudanças, com muito impacto na formação de professores, é que currículo, que até então era pensado em termos de componentes curriculares (Física, Química, Matemática, Português, Filosofia, etc.), passa a se organizar em cinco áreas: Linguagens, Matemática, Ciências da Natureza, Ciências Humanas e Formação Técnica e Profissional.

O que salta aos olhos na lei do Ensino Médio é a não obrigatoriedade de as escolas ofertarem todos os cinco itinerários formativos. Agora vem a BNCC e completa esse quadro legal estabelecendo que apenas os componentes Português e Matemática são obrigatórios. O grande problema da falta de professores no ensino médio, que toca todas as regiões do País, principalmente nas áreas de física e química, evapora-se como num passe de mágica. As escolas, não sendo obrigadas a oferecer todos os itinerários, poderão simplesmente optar por não oferecer, por exemplo, Ciências da Natureza e suas Tecnologias, pois isso baixa o custo do ensino e resolve o problema da falta de professores nessa área. Com certeza as escolas particulares para classe média e alta irão ofertar todos itinerários. Porém, para a escola pública, ofertar certos itinerários significa ter professores da área. Isso vai aumentar ainda mais o fosso que separa as escolas particulares da elite das escolas públicas destinadas a população de baixa renda, ao não permitir que estudantes pobres cursem certas áreas – principalmente a de ciências naturais, nas quais há deficiência de professores. A medida condena essa população, que chega com muito esforço e dificuldade ao ensino médio, a cursar apenas os itinerários ofertados por escolas da sua região. Isso é muito grave no momento em que as ações afirmativas, na forma de cotas para estudantes de escolas públicas, cotas para negros e outras políticas de inclusão, dão acesso para a população mais pobre às universidades públicas federais, que sem dúvida oferecem o que há de melhor no ensino superior brasileiro. Como o estudante de escola pública vai poder frequentar cursos universitários nas áreas de ciências da natureza se as escolas não oferecerem itinerários de Ciências da Natureza e suas Tecnologias?

Outro problema grave da BNCC toca a questão da formação de professores. Hoje, a maioria das universidades forma professores em cada um dos componentes do currículo de ensino médio: Física, Química, Português, História, etc. Quando verificamos o que a BNCC sugere como conteúdo das cinco áreas, não é possível reconhecer nenhum componente curricular tradicional. Por exemplo, na área de Ciências da Natureza e suas Tecnologias, uma das três competências listadas tem a seguinte redação: “Analisar fenômenos naturais e processos tecnológicos, com base nas relações entre matéria e energia, para propor ações individuais e coletivas que aperfeiçoem processos produtivos, minimizem impactos socioambientais e melhorem as condições de vida em âmbito local, regional e/ou global.” Uma das habilidades que integram essa competência, tem a seguinte redação: “Analisar e representar as transformações e conservações em sistemas que envolvam quantidade de matéria, de energia e de movimento para realizar previsões em situações cotidianas e processos produtivos que priorizem o uso racional dos recursos naturais.”

É claro que soa como bem aos ouvidos essa cantiga interdisciplinar, pois analisar transformações em sistemas que “envolvem quantidade de matéria, de energia e de movimento” (no mínimo a Física e a Química estão envolvidas) “para realizar previsões em situações cotidianas e processos produtivos” (aqui somam-se às duas, a Geografia e a História, e talvez a Matemática e o Português). Mas quem forma o professor com toda essa competência interdisciplinar? São raros os cursos que formam professores de ciências naturais para o ensino médio e essa é uma demanda em que a BNCC é radical, pois todos os temas são trabalhados interdisciplinarmente.

O que acontecerá na prática? Como professores formados em Química, Física ou Biologia poderão atuar interdisciplinarmente para dar conta do currículo que irá surgir a partir da BNCC? Os professores de escolas públicas têm um local de trabalho, onde possam se reunir e planejar atividades conjuntas? Não! Eles vão às escolas apenas para “dar aulas”. Há uma série de tarefas que o professor realiza rotineiramente, como planejar aulas e corrigir provas e trabalhos, que são feitas geralmente em casa. Na escola, neste caso seja ela pública ou particular, geralmente há apenas uma sala de professores que fica lotada no intervalo do turno e que não se presta a esse tipo de trabalho.  Portanto, a BNCC impõe, em sua saga interdisciplinar, a necessidade de construir novas escolas ou ampliar as atuais, com espaços de trabalho para os professores, que permita minimamente o encontro entre professores de disciplinas diferentes para preparar as aulas articuladas e conjuntas. Isso é factível no momento atual? Impõe também que as universidades formem professores com esse perfil interdisciplinar, oferecendo cursos de ciências da natureza com aprofundamento posterior em uma das disciplinas, física, química ou biologia. Isso é viável na tradição largamente disciplinar da universidade brasileira? E finalmente demanda que professores de escola pública tenham dedicação exclusiva a um único estabelecimento e recebam bons salários, pois aumenta-se, em muito, as exigências sobre a profissão. Há vontade política de aumentar o salário de professores e criar a dedicação exclusiva para professores de educação básica?

No momento em que vivemos, sob o peso de uma Emenda Constitucional (EC 95, de 2016) que limitou os gastos públicos em Educação e Saúde, como obter verbas para projetar novas escolas, aumentar salários e transformar o ensino superior, preparando professores efetivamente para uma prática interdisciplinar?

Portanto, na conjuntura atual, as competências e habilidades previstas na BNCC já nasceram mortas, justamente por não se adequarem ao sistema fortemente disciplinar do ensino médio. Talvez seja mesmo bom criar uma demanda por um ensino interdisciplinar. Mas com certeza, para a idade em que estão os alunos de ensino médio, essa interdisciplinaridade tem que ter por base uma sólida visão das disciplinas que compõe o currículo e, portanto, não se pode abrir mão da formação atual, que é disciplinar para esse campo de atuação dos professores. O Ensino Médio é justamente o momento em que as disciplinas se configuram em toda a sua plenitude. É claro que formar um professor de química com capacidade de dialogar com seus colegas de biologia e física é uma demanda mais do que legítima para as universidades responsáveis por essa formação. Mas não podemos simplesmente contribuir para o desmonte da Educação Básica Púbica de Ensino Médio, aprofundando ainda mais o fosso que a separa da Educação do Povo da Educação das Elites. As classes sócias de baixa renda também têm direito a estudar no Ensino Médio, e a cursar qualquer dos itinerários, e não apenas os que um sistema de ensino precário consegue ofertar.

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iaravps
12 days ago
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Rio de Janeiro, Brasil
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Por sua contribuição à ciência, Jacob Palis é condecorado pelo governo francês

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Matemático brasileiro foi condecorado com honraria secular instituída por Napoleão Bonaparte que recompensa os méritos de militares ou civis à nação francesa

(Foto: ABC)

Matemático brasileiro foi condecorado com honraria secular instituída por Napoleão Bonaparte que recompensa os méritos de militares ou civis à nação francesa

O pesquisador emérito do Instituto de Matemática Aplicada (Impa) Jacob Palis foi condecorado pelo governo francês como Oficial da Ordem Nacional da Legião de Honra, honraria secular instituída por Napoleão Bonaparte que recompensa os méritos de militares ou civis à nação francesa.

A Ordem Nacional da Legião de Honra possui cinco graus – Cavaleiro, Oficial, Comendador, Grande Oficial e Grã-cruz – e entre os brasileiros que já receberam a comenda estão Dom Pedro II e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, homenageados como Grão-mestres. São os únicos à frente do cientista do Impa. Em 2005, Palis fora condecorado Cavaleiro da mesma ordem.

Para o pesquisador, a honraria é antes uma conquista da ciência brasileira como um todo que um êxito individual. “Em um momento em que a matemática brasileira, minha área, é promovida à elite mundial, eu tomo a liberdade de dizer que esta honraria se trata de uma homenagem muito significativa recebida do governo francês pela ciência brasileira, mais do que eu enquanto individuo.”, se orgulha Palis.

A premiação ocorreu durante solenidade realizada na noite de segunda-feira, 26 de março, na sede da Academia Brasileira de Ciências (ABC) e contou com a presença do cônsul geral da França no Rio de Janeiro, Jean-Paul Guihaumé, que entregou o prêmio.

O representante do governo francês afirmou que a entrega do título a Jacob Palis se deve não só às parcerias realizadas pelo matemático com a França, como também à atuação dele como um divulgador e promotor da ciência. “Os incansáveis esforços do professor Jacob Palis em realizar parcerias científicas com a França e sua dedicação em fazer a ciência se expandir atraíram a atenção e o orgulho do governo francês”, discursou Guilhaumé.

Palis se disse surpreso com a nova homenagem, mas recebeu com alegria durante a cerimônia que reunia muitos expoentes da ciência brasileira, autoridades e familiares do matemático.

Estiveram presentes o secretário nacional de Desenvolvimento Tecnológico do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), Álvaro Prata; o diretor do Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (Impa), Marcelo Viana; os diretores científico e de tecnologia da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj), Jerson Lima e Silva e Eliete Bouskela , respectivamente; o presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), Jorge Guimarães; e o diretor de Desenvolvimento Científico e Tecnológico da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), Wanderley de Souza.

Jornal da Ciência com informações da ABC

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iaravps
18 days ago
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>>> a matemática brasileira segue bombando
Rio de Janeiro, Brasil
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CALENDARIO ABRIL 2018: HÉROES CIENTÍFICOS LATINOAMERICANOS

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Hemos creado un calendario 2018 para descargar con el tema Héroes Científicos Latinoamericanos. Elegimos a 12 grandes científicos: 6 héroes y 6 heroínas que representan a 12 países de América Latina. Cada mes revelaremos un héroe o heroína.

Abril: Ángela Restrepo Moreno, Colombia. Microbióloga, autoridad mundial en el estudio del hongo Paracoccidioides brasiliensis. Directora científica de la Corporación para las Investigaciones Biológicas, Medellín, Colombia, hasta 2015.

 Ilustración de Ada Peña.

Ilustración de Ada Peña.

 

Texto: Jesús Pineda

29/4/2018

Descarga tu calendario en A4 y pégalo en la pared de tu oficina o espacio favorito. Archivo con fondo original: Abril2018.jpg . Versión para impresión económica fondo blanco: Abril con fondo blanco

Texto de Jesús Pineda en PDF.

 Diseño gráfico: Ada Peña. 

Diseño gráfico: Ada Peña. 

La Dra. Ángela Restrepo es una medellinense para el mundo. Dos objetos dorados, una balanza y un microscopio, propiedad de su abuelo paterno (uno de los primeros médicos graduados en Colombia a finales del siglo XIX), fueron los que dispararon su curiosidad desde muy pequeña. Esa experiencia la llevaría a preguntarse sobre esas “cosas chiquitas” que enferman a la gente y que su abuelo ayudaba a combatir y cómo ayudar a curar a quienes enferman por esos pequeños organismos que escapan a nuestra vista.

La falta de opciones para estudiar microbiología en su ciudad y su preocupación acerca del cuidado de sus padres le hicieron difícil continuar su camino. Sin embargo, la fortuna no la abandonó en sus ilusiones: en 1951, la Universidad Femenina, Colegio Mayor de Antioquia, abrió la carrera de Tecnología Médica, donde comenzaría sus estudios en la línea profesional tan deseada por ella. Luego, logró continuar sus estudios de Magíster y Doctorado gracias a un acuerdo entre la Universidad de Antioquia en Colombia y la Universidad de Tulane en New Orleans, EE. UU.

Su esfuerzo y dedicación por la micología la han convertido en una de las autoridades mundiales en el hongo Paracoccidioides brasiliensis que produce infecciones pulmonares y úlceras en la nariz, boca y tracto intestinal, principalmente en personas de bajos recursos que están en contacto constante con tierra.

Además de su dedicación a la actividad científica para el mejoramiento humano, la Dra. Restrepo también se ha esforzado por ser la mentora de decenas de médicos y microbiólogos que impulsan la ciencia en Colombia y el resto del mundo. Todavía hoy se la puede ver incansable en los pasillos de la Corporación de Investigaciones Biológicas que ayudó a formar y de la que fue directora científica hasta 2015.

Su brillantez y trabajo constante la han hecho merecedora de varios premios nacionales e internacionales, entre muchos otros resaltamos la distinción del Sr. Alcalde Medellín al nombrar un colegio público con el nombre de Institución Educativa Ángela Restrepo Moreno en la población de San Antonio de Prado, Antioquia, 2007. Reconocimiento de la Asociación Colombiana de Infectología (ACIN) por una vida dedicada a la investigación médica de Colombia, Bogotá, 2016; y el Premio Escolar de Micología Médica, Filadelfia, 2009, que otorga la Sociedad de Micología Médica de las Américas, por contribuciones científicas sobresalientes y sostenidas en el área.  

A continuación reproducimos algunas ideas que la Dra. Restrepo generosamente ha compartido con nuestro equipo editorial, acerca de su carrera, su vida e inspiración científica.

Revista Persea: ¿Qué o quién inspira o ha inspirado su trabajo, tanto científica como personalmente?

Dra. Ángela Restrepo: Se deben mencionar 4 personas o circunstancias que fueron inspiradoras, como sigue:Los primeros recuerdos: Mi abuelo paterno fue uno de los primeros médicos graduados en Colombia (1892) para luego estudiar un tiempo en París. Él, como muchos otros médicos de la época, tenía una pequeña farmacia donde preparaba sus recetas magistrales dado que eran pocos los medicamentos que ya se encontraban listos para ser prescritos a los pacientes. Conocí a mi abuelo cuando él era un dulce anciano ya enfermo de cuidado y yo contaba con escasos 5-6 años. Cuando íbamos a visitarlo con mis padres, yo miraba con curiosidad a través de la vidriera de su farmacia donde me llamaban la atención dos objetos dorados los que, de acuerdo con las tías, eran un microscopio y una balanza. Era poca la información que lograba obtener sobre el servicio que prestaban tales objetos, sin embargo, se me dijo que el microscopio servía para ver “cosas chiquitas” que uno no alcanzaba a distinguir a simple vista. Ante mi pregunta sobre qué eran esas “cosas chiquitas” se me respondía que eran microbios que enfermaban a la gente y que mi abuelo combatía con sus remedios.
Encuentro con el libro de Paul de Kruiff: Pasaron muchos años hasta que comenzara mis estudios de bachillerato en 1948 y me reencontrara con los microbios en las clases de Fisiología e Higiene. Por ese entonces, conseguí un libro Cazadores de Microbios de Paul de Kruiff, en el cual se narraban las historias de hombres dedicados a la búsqueda de agentes causales de enfermedades terribles, cuya lectura influyó grandemente en mi escogencia de carrera. Fue entonces que sentí que quería dedicarme al estudio de la microbiología. 
Prácticas en la Facultad de Medicina de la Universidad de Antioquia en Medellín. Fue allí donde tuve la oportunidad de empezar a trabajar con microbios aislados de pacientes con infecciones, a quienes se les hacían cultivos para identificar el agente causal. El estar ya involucrada más seriamente con estos microorganismos y de participar en las prácticas para estudiantes de medicina, me permitió seguir considerando a los microbios como dignos de mayor estudio. 
El acuerdo Universidad de Antioquia – Universidad de Tulane: Ese mayor estudio se vio propiciado por la visita del Jefe del Departamento de microbiología de esta universidad del Sur de Estados Unidos, a quien le manifesté mi deseo de seguir estudiando en el área de la microbiología. Fue gracias a su cooperación que se logró mi admisión a los programas de estudio de Magíster y, posteriormente, de Doctorado.

 

RP: ¿Cómo cree que su trabajo inspira a otros, a sus colegas, estudiantes, comunidades?

AR: La inspiración que lleva a alumnos y colaboradores cercanos a emprender un camino en el área de la propia influencia nace del gusto, de la pasión con uno trabaja. Y ello no es difícil puesto que, cuando se ama lo que hace, en lugar de ver obstáculos en las dificultades, se las considera como oportunidades para introducir cambios, casi siempre buscando sistemas más simples y expeditos.
Trabajar en investigación en países en vías de desarrollo no es fácil, todo se demora más, el cambio de la moneda regional por el dólar o el euro hace que los presupuestos iniciales de todo proyecto de investigación que se presente a las pocas agencias auspiciadoras, se queden cortos. No obstante el investigador es, por naturaleza, terco y no cede ante los obstáculos que se presentan para llevar a cabo su trabajo exploratorio. 
En cuanto a las comunidades, si se trabaja en salud los resultados directos de las investigaciones no siempre suelen ser aplicables de inmediato, ya que su carácter básico hace que entre el entendimiento de un fenómeno y su aplicación en beneficio de las gentes pasen muchos años. No obstante, es la investigación básica la que permite comprender el fenómeno y, al hacerlo, ofrece la única posibilidad de remediar problemas relacionados con la salud a un más largo plazo.

 

RP: ¿Cuál es la lección más importante que ha aprendido en su vida profesional o qué obstáculo muy difícil ha tenido que vencer?

AR: Las lecciones serían:
  1. Ser paciente, estar convencido que el obtener resultados - digamos positivos - en un trabajo de investigación requieren de esta virtud, la paciencia.
  2. Ser respetuoso y saber que el progreso -- juzgado en términos de relaciones interpersonales e institucionales – necesita de las buenas maneras, de la estima por colegas, alumnos, pacientes y personal administrativo.
  3. Conocer las reglas que rigen el trabajo en equipo porque al presente y, a pesar de los grandes avances en el conocimiento y en las técnicas de investigación, prima el definir los roles que jugarán los varios investigadores, universitarios y personal de apoyo del proyecto en cuestión, de tal manera que haya armonía en el equipo.
Los obstáculos a vencer:
  1. La incomprensión de aquellos que, al no querer trabajar un poco más, estorban al avance de los planes de trabajo.
  2. La falta de recursos para la investigación, que suele derrotar a muchos.
  3. La incapacidad para retener personal de trayectoria que lleve a buen término los proyectos de investigación. Es frecuente que un individuo joven y promisorio tenga que aceptar dos y hasta tres posiciones diferentes para atender a los gastos familiares cuando la institución en la cual se trabaja debería tener en mente esta pérdida de un valioso recurso humano.

 

Sencilla, de trato amable y temple ligero, pero de extraordinaria inteligencia y tenacidad, la Dra. Ángela Restrepo es sin duda alguna una verdadera heroína de la ciencia latinoamericana.

Selección de efemérides de abril

 

1/4/1776  Nace Marie S. Germain,  matemática francesa que hizo importantes contribuciones a la teoría de números y a la teoría de la elasticidad.

7/4  Día Mundial de la Salud.

12/4/1961 Yuri Gagarin es lanzado al espacio, convirtiéndose en el primer humano en salir al espacio exitosamente.

15/4/1452 Nace el pintor y científico renacentista Leonardo da Vinci.

17/4/1946 Nace el inmunólogo alemán Georges Kohler.

22.  Día de la Tierra.

23/4/1856 Nace el inventor afroamericano Granville T. Woods, autodidacta, obtuvo más de 50 patentes entre otras cosas importantes es inventor del telégrafo multiplex que permitió la comunicación entre las estaciones de tren y los trenes en movimiento.   

24/4/1990 Lanzamiento del Telescopio Espacial Hubble.

25/4/1953 Watson y Crick publican la estructura molecular del ADN. 

Molecular Structure of Nucleic Acids: A Structure for Deoxyribose Nucleic Acid, in which they described a double helix structure for DNA. https://www.nature.com/articles/171737a0

26/4/1986 Ocurre el accidente en la planta nuclear de Chernóbil, Ucrania, URSS.

28/4/1854 Nace la física e inventora Hertha A. Marcas.

30/4/1777 Nace el gran matemático Carl Friedrich Gauss.

 

 

 



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iaravps
20 days ago
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Seminário “Ciência Aberta, Ciência Cidadã, Ciência Comum”

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Ni!

No próximo dia 12, quinta-feira, acontecerá o seminário Ciência Aberta, Ciência Cidadã, Ciência Comum, com apresentações dos pós-doutorandos o LIINC: Bia Martins, Anne Clinio e Henrique Parra, em debate com Miguel Said da UFABC.

Coordenadas: Dia 12 de abril de 2018 das 14:00 às 17:00 no Auditório Manuel Maurício de Albuquerque, Centro de Filosofia e Ciências Humanas da UFRJ, campus da Praia Vermelha, Rio de Janeiro.

Imperdível!

.~´

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iaravps
21 days ago
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New scales can be used to measure the short-term impact of public engagement on scientists

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Most evaluations of public engagement work focus on the impacts on the public participants. But what about the benefits of public outreach on the scientists themselves? Karen Peterman, Elana Kimbrell, Emily Cloyd, Jane Roberston Evia and John Besley have created new scales to document the mutual exchange of ideas that is central to the public engagement approach, and the influence […]
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iaravps
26 days ago
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#scicomm
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