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Como encontrar artigos em acesso aberto – dicas do meu nerd favorito

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Por Ernesto Spinak

Imagem: Freepik.

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A publicação dos resultados de estudos acadêmicos em acesso aberto é cada vez mais frequente e estima-se que atualmente estão disponíveis milhões de documentos online. Por esta razão, é importante ter ferramentas eficientes para encontrar as versões livres dos artigos que precisamos (sem pagar assinaturas ou comprando artigos individuais e usando métodos legais). Como a necessidade vai criando a oferta, nos dois ou três últimos anos vem surgindo aplicativos gratuitos para atender aos requerimentos dos acadêmicos, bibliotecários, pesquisadores, e estudantes em geral. Qual é o mercado de oferta hoje em dia?

É aqui que entra em cena o meu nerd favorito, Aaron Tay, um bibliotecário na Singapur Management Library, que recentemente escreveu algumas notas1,2 em seu blog analisando diversos plugins para os navegadores e também os serviços de agregadores que permitem encontrar de forma quase instantânea textos completos em acesso aberto.

A tabela a seguir apresenta os diferentes serviços analisados por Aaron Tay em vários posts (os links estão relacionados no final do post) com alguns comentários e avaliações minhas (que me considero um pouco velho para ser um nerd!). Mais abaixo neste post mostraremos exemplos dos dois plugins que nos parecem mais eficientes – ou seja: são os que eu uso – porém seria um bom exercício que você mesmo faça seus testes.

    1. BASE
Este serviço criado pela Bielefeld University Library na Alemanha é, provavelmente, um dos maiores e mais avançados agregadores do mundo, superando em novembro de 2016 os 100 milhões de documentos . O serviço BASE assegura que pelo menos 40% dos textos identificados estão em acesso aberto, não sendo possível assegurá-lo ao restante por falta de metadados nos repositórios. Através do serviço de oadoi.org, tem acesso a mais de 5.000 repositórios. No entanto, o BASE não indexa o conteúdo destes textos completos. A interface de busca é muito avançada, possivelmente a mais amigável de toda a família de plugins analisados.
    2. CORE
O CORE afirma ter cerca de 70 milhões de documentos que, assim como o BASE, são recuperados através do protocolo OAI-PMH. Por esta razão, também têm o mesmo problema de vincular com certeza os textos completos devido ala falta de normalização dos metadados nos repositórios institucionais, em particular os “Green OA” (ver nota no final da tabela). Em contrapartida, o CORE indexa o conteúdo destes textos completos.
    3. Dissemin
Está em versão beta, têm indexados cerca de 100 milhões de documentos.
É uma versão simples, por enquanto limitada a buscar apenas pelo nome do autor. Entrega os resultados rapidamente indicando quais deles estão disponíveis em acesso aberto.
    4. Lazy Scholar button
Lançado em 2014, é um plugin que, até o momento, funciona apenas no navegador Google Chrome. É a extensão mais complexa (algo complicado também) e, entre vários serviços, pode verificar se sua instituição possui assinaturas ao texto completo, apresentar varias métricas de citação, obter comentários de sistemas como PubMed Commons, oferece funções que lhe permite criar citações, e recuperar documentos relacionados com sua consulta que podem ser de interesse, também em acesso aberto.
Sugestão: quando eu o instalei, por praticidade, marquei NÃO em quase todos os parâmetros. Vale a pena analisá-lo (ainda que depois não o utilize).
    5. OAIster
Propriedade de OCLC, esse é um catálogo coletivo que declara possuir mais de 50 milhões de registros de recursos em acesso aberto, provenientes da coleta por OAI-PMH de mais de 2.000 fontes que contribuem ao catálogo. Os registros também estão disponíveis na interface do WorldCat. Tem as mesmas limitações que foram indicadas para o BASE, CORE e coleções baseadas no protocolo OAI-PMH, limitações que são explicadas ao final desta tabela.
    6. Open Access button
É um plugin criado em 2013 por dois estudantes e deve ser instalado em um navegador que não seja Internet Explorer, mas é instalado facilmente no Google Chrome. Têm alguns milhares de usuários registrados. Em meus experimentos, no entanto, não tive muito êxito.
    7. Google Scholar button
Criado en 2015, é instalado diretamente e é, possivelmente, a opção preferida. Ver exemplo separado abaixo neste post.
    8. Unpaywall button
É o mais novo membro da família, e pode ser uma segunda opção.
Ver exemplo separado abaixo neste post.

Nota sobre as limitações do “harvester OAI-PMH”

O Open Archives Initiative Protocol for Metadata Harvesting (OAI-PMH) é um protocolo desenvolvido para coletar descrições de metadados de registros eletrônicos depositados em arquivos de modo que o serviço possa criar índices de consulta. A implementação de OAI-PMH requer que os metadados sigam a norma Dublin Core. Os motores de indexação e agregadores de serviços baseados no protocolo OAI-PMH têm dificuldades com a cobertura dos repositórios institucionais, devido ao fato que estes repositórios são muito heterogêneos e usam uma grande diversidade de sistemas de administração de arquivos. Ademais, por carecer de padrões claros de metadados, não é simples para os robôs indexadores determinar se os registros assinalam ou não os textos completos gratuitos. Este problema adiciona-se às dificuldades de indexar os registros baseados em metadados Dublin Core, como descrevi anteriormente neste blog3 referente à indexação de repositórios pelo Google Scholar.

Complementando os comentários do artigo referido1, para compreender melhor, devemos dizer que na historia dos repositórios de acesso aberto, o protocolo OAI-PMH foi estabelecido para recompilar somente os metadados e os textos completos. A razão por detrás deste protocolo foi que se supunha que a maioria (se não todos) dos repositórios ofereceriam os textos em acesso aberto (como o modelo ArXiv) e, por este motivo, no protocolo OAI-PMH até agora não existe um campo que indique se o texto completo é de acesso aberto ou não.

O problema, então, surge ao indexar os milhares de repositórios institucionais devido ao fato que a função que cumprem para estas instituições vai mais além que o simples depósito de documentos completos em acesso livre. Entre outras finalidades está apoiar o “auto arquivamento” aos acadêmicos, preservar um registro das atividades da universidade e demostrar a relevância de suas atividades científicas, econômicas e sociais, para aumentar sua visibilidade e status. Por estes motivos, como diz Aaron Tay, é possível que os repositórios institucionais não tenham mais que um terço de seus documentos com textos completos acessíveis. Devido a estas limitações, os agregadores de documentos em acesso aberto ignoram estes problemas e indexam os repositórios em sua totalidade, dando a ideia equivocada de que tudo é de acesso livre ao texto completo.

Para fazer os testes, eu instalei os aplicativos em minha versão do Google Chrome, e os botões apareceram na barra de ferramentas do navegador como mostrado na figura a seguir:

(1) Lazy Scholar; (2) Google Scholar button; (3) Open Access button; (4) Unpaywall button;

Google Scholar button

É um plugin lançado em 2015 que pode ser instalado de forma simples e direta. Como funciona? Suponhamos que você está em uma página a qual não teve acesso através do Google Scholar e queira saber se existe uma versão de acesso livre deste documento. O que deve fazer, então, é marcar o título do artigo com o mouse e clicar no ícone na barra de ferramentas (o de número 2 na figura de nossa barra de ferramentas). O Google Scholar buscará em background e abrirá em uma janela secundária à direita apresentando todas as versões de acesso livre que têm indexadas:

Unpaywall button

Uma vez que a extensão é instalada, quando chega a uma página de um documento qualquer, aparecerá na margem direita de sua tela o ícone de um cadeado, que pode estar em diferentes cores, eles têm os seguintes significados:

  • Verde: o texto completo está em um repositório institucional ou servidor de preprints
  • Dourado: trata-se de um artigo de um periódico que tem licença de acesso aberto
  • Azul: está em um periódico que não tem licença de acesso aberto
  • Negro: não encontrou outras versões em seu índice.

No exemplo a seguir, o cadeado à direita indica que há uma versão acessível, e se clicar no ícone, levará ao texto requerido que tem a URL mostrada abaixo da figura:

URL: http://rspb.royalsocietypublishing.org/content/royprsb/284/1852/20170224.full.pdf

São de fato efetivas estas ferramentas para encontrar textos livres?

Em termos de eficiência, podemos dividir estas ferramentas em dois níveis:

  • No primeiro nível estão aquelas que se baseiam na busca direta pelo Google Scholar, como Lazy Scholar button, também o Google Scholar button e Unpaywall button.
  • Em segundo nível estariam todas as outras ferramentas analisadas neste post.

O motivo é que o Google Scholar é o maior índice de material académico disponível, apesar de ter limitações ao indexar os repositórios. Todas as outras iniciativas, no momento, são muito menores em termos de cobertura, incluindo os agregadores como o BASE e o CORE pelos motivos explicados acima. Por outro lado, o Google Scholar desenvolveu algoritmos muito eficientes que permitem distinguir as diferentes manifestações de um mesmo artigo (preprints, versões, postprints, etc.).

Além disso, o Google Scholar não apenas indexa repositórios, com também toda classe de sites, incluindo as páginas web das universidades. Estes documentos são invisíveis à maioria dos plugins analisados, que se restringem principalmente a repositórios, ao passo que o Google Scholar indexa todos os documentos que parecem ser acadêmicos, incluídos em sites com extensão: .edu.

Também é necessário ressaltar que os serviços do tipo Open Access button e aqueles que usam Oadoi.org e similares, não indexam artigos disponíveis no ResearchGate ou Academia.edu, devido às fortes suspeitas de que muitos destes documentos depositados pelos autores violam os acordos de direitos com os periódicos, porém são indexados pelo Google Scholar. Segundo um recente artigo4 do Scientometrics, estima-se que cerca de 40% dos PDF depositados no ResearchGate violam os acordos de copyright.

Minha opinião

A quantidade de documentos em texto completo de acesso livre que é possível recuperar com estas ferramentas tem como limite superior o total indexado pelo Google Scholar e como limite inferior os documentos de acesso “legal” que se recuperam com OAIster e OA button, etc.

Lamentavelmente, devido à extensa distribuição de documentos em milhares de lugares diferentes, e à falta de consistência das normas com que trabalham os agregadores de dados, nenhum método é 100% confiável e nem consistente para encontrar todos os textos completos em acesso aberto.

Dado que estas ferramentas são muito novas, com apenas dois ou três anos de desenvolvimento, minha decisão é que Google Scholar button e Unpaywall button são as mais eficazes.

Esta opinião é temporária e é válida até que meu nerd favorito me sugira outra coisa.

Notas

1. TAY. A. 5 services to help researchers find free full text instantly & a quick assessment of effectiveness [online]. Musings about librarianship, 2017. [viewed 03 May 2017]. Available from: http://musingsaboutlibrarianship.blogspot.com/2017/03/5-services-to-help-researchers-find.html

2. TAY. A. The open access aggregators challenge — how well do they identify free full text? [online] Musings about librarianship, 2017. [viewed 03 May 2017]. Available from: http://musingsaboutlibrarianship.blogspot.com/2017/01/the-open-access-aggregators.html

3. SPINAK, E. Repositorios en América Latina tienen poca visiblidad en Google Scholar [online]. SciELO en Perspectiva, 2014 [viewed 15 April 2017]. Available from: http://blog.scielo.org/es/2014/09/18/repositorios-en-america-latina-tienen-poca-visiblidad-en-google-scholar/

4. JAMALI, H.R. Copyright compliance and infringement in ResearchGate full-text journal articles. Scientometrics [online]. 2017, pp 1-14 [viewed 15 April 2017]. DOI: 10.1007/s11192-017-2291-4. Available from: http://link.springer.com/article/10.1007/s11192-017-2291-4

Referências

100 MillionenNachweise in BASE [online]. BASE Weblog, 2016. Available from: http://ekvv.uni-bielefeld.de/blog/base/entry/100_millionen_nachweise_in_base

JAMALI, H.R. Copyright compliance and infringement in ResearchGate full-text journal articles. Scientometrics [online]. 2017, pp 1-14 [viewed 15 April 2017]. DOI: 10.1007/s11192-017-2291-4. Available from: http://link.springer.com/article/10.1007/s11192-017-2291-4

Protocol for Metadata Harvesting [online]. Wikipedia. 2017 [viewed 03 May 2017]. Available from: http://en.wikipedia.org/wiki/Protocol_for_Metadata_Harvesting

SPINAK, E. Repositorios en América Latina tienen poca visiblidad en Google Scholar [online]. SciELO en Perspectiva, 2014 [viewed 15 April 2017]. Available from: http://blog.scielo.org/es/2014/09/18/repositorios-en-america-latina-tienen-poca-visiblidad-en-google-scholar/

TAY. A. 5 services to help researchers find free full text instantly & a quick assessment of effectiveness [online]. Musings about librarianship, 2017. [viewed 03 May 2017]. Available from: http://musingsaboutlibrarianship.blogspot.com/2017/03/5-services-to-help-researchers-find.html

TAY. A. The open access aggregators challenge — how well do they identify free full text? [online] Musings about librarianship, 2017. [viewed 03 May 2017]. Available from: http://musingsaboutlibrarianship.blogspot.com/2017/01/the-open-access-aggregators.html

Links externos

BASE – <http://www.base-search.net/>

CORE – <http://core.ac.uk/about>

Dissemin – <http://dissem.in/>

Google Scholar button – <http://chrome.google.com/webstore/detail/google-scholar-button/ldipcbpaocekfooobnbcddclnhejkcpn?hl=en>

Lazy Scholar button – <http://www.lazyscholar.org/>

OAdoi – <http://oadoi.org/faq>

OAIster – <http://www.oclc.org/en/oaister.html>

Open Access button – <http://openaccessbutton.org/>

Unpaywall – <http://unpaywall.org/>

 

spinakSobre Ernesto Spinak

Colaborador do SciELO, engenheiro de Sistemas e licenciado em Biblioteconomia, com diploma de Estudos Avançados pela Universitat Oberta de Catalunya e Mestre em “Sociedad de la Información” pela Universidad Oberta de Catalunya, Barcelona – Espanha. Atualmente tem uma empresa de consultoria que atende a 14 instituições do governo e universidades do Uruguai com projetos de informação.

 

Traduzido do original em espanhol por Lilian Nassi-Calò.

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iaravps
1 day ago
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Como sincronizar Todoist e Google Agenda

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Uma das integrações que os usuários de Todoist mais pediam era a integração entre a ferramenta e a agenda do Google. Finalmente ela está no ar! Uma vez que você sincronize...
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iaravps
2 days ago
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Extra, Assaí e Pão de Açúcar estão com campanha do agasalho

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O Instituto GPA, em parceria com a Cruz Vermelha, anuncia campanha anual de arrecadação de roupas e agasalhos, que ocorre de 19 de maio a 11 de junho em 605 unidades das bandeiras Pão de Açúcar, Extra e Assaí do País. Para contribuir, o consumidor deve se dirigir a uma dessas lojas, que contará com local específico para as doações. A expectativa do Instituto GPA é conseguir 100.000 unidades de agasalhos.

A Cruz Vermelha e Rotary ficarão responsáveis pelo recebimento e retirada das peças, bem como sua contabilização e distribuição.

Paralelamente, a marca própria de produtos para casa do GPA Finlandek, realizará a campanha “Atitude que esquenta”, também com apoio da Cruz Vermelha. A ação consiste na doação de um cobertor, edredom ou manta em bom estado em troca de um voucher de 30% de desconto na compra de uma nova manta Finlandek. A campanha ocorre de 19 a 21 de maio, em todas as lojas Extra Hiper do país e em algumas lojas participantes do Pão de Açúcar do estado de São Paulo e regiões próximas.

Confira o artigo Extra, Assaí e Pão de Açúcar estão com campanha do agasalho de Quintino Gomes Freire no Diário do Rio de Janeiro - O dia a dia do carioca todos os dias

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iaravps
8 days ago
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your boss sucks and isn’t going to change

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Three letters, one answer.

1. Our new-ish CEO is terrible

I work for a company with about 600 employees, I am part of the senior management team. The current CEO took over a couple of years ago and things are slowly getting worse.

Nobody is authorized to make decisions anymore – everything has to be reviewed and approved by the CEO (down to things like written warnings to employees). On top of that, he is not good at making decisions himself – if the options available are less than ideal, he will delay deciding on an issue, ask everyone to do all kinds of research for “additional” information (it rarely is new or useful for the actual decision or it has been presented to him already, but then he will question its validity and send people off to verify it, again), call a number of meetings to “discuss” things (but there is no real discussion going on at this point – everyone knows that he will be the one making the decision anyway and it’s pointless) – everything takes forever to get done and every day feels like wading against the current. I think he’s afraid of making the wrong decision and the whole company is affected by this complete lock-down.

He also has some pre-set notions about what is “right” and “appropriate” but it is impossible to figure out why he holds those beliefs because he usually won’t even discuss those issues and will end any attempt with “we will not be doing this,” sometimes even in a raised voice. To a room full of senior management.

Access to the board is strictly controlled. Most employees don’t even know who is on our board at all. At a strategic planning meeting with the board, senior management was told to not make any jokes, not mention certain things that came out of the employee engagement survey (those have been completely ignored and did not make it into the strategic plan, of course) and had assigned seats during lunch, away from the board. The company is doing well and the CEO is a nice guy so the board has no reason to even suspect that any of this is going on.

Everyone on the senior management team is unhappy, frustrated and getting more and more fed up with being treated like children. And nobody has a solution for this other than looking for other jobs. But the company is great and some people have been in their jobs for a couple of decades – is there a way to salvage this situation?

Your boss sucks and isn’t going to change.

I suppose it’s possible that a group of you in senior management could talk to the board (if you can find out who they are!), but that’s not a guarantee that you’ll get the outcome you want. It’s entirely possible that they’d just tell the CEO to deal with it, or that they’d nudge him to change a bit but not do anything else.

There’s a danger in getting too attached to an organization that you’ve been at for a long while. Right now it sounds like people don’t want to leave because they used to like the company — but that’s not the same company you’re at now.

2. My boss sent me a text tantrum because we weren’t concerned enough when she was sick

I have two bosses who own the office and are married. We are in the middle of a huge transition and one did not come in today. She is in and out frequently so I didn’t notice and sent her two emails with neutral requests for information and texted her the deposit amount as usual.

After I left work, I received a tantrum style text message “thanking” me and another coworker for our lack of concern over her illness. It said: “I’d like to thank both of you for your insensitivity during my illness. I’ve been really sick and almost went to the ER and not a one of you ever said I hope you feel better! You just keep sending demands and requests. You sure as hell don’t have a problem texting me when you don’t feel well and can’t come to work. Your lack of empathy for people better change. Cause I’m sick to death of this kind of behavior from staff.”

I was not informed that she was sick. I knew she was busy and tired, so I had sent two non demand-y requests for information by email. My coworker texted her a number at her husband’s request, one neutral question, and a video of a baby goat.

This is not her first tantrum. Bringing it to the attention of her boss (er, spouse) will likely get me a dismissive excuse or a response where he joins in her tirade of my apparent uncaring attitude.

I have no problem texting her when I am sick as she declared, because I am required to. I also respond to text messages and calls for information when I’m off sick without complaint. We have even been working extra hours to make this transition as smooth as possible and I’m just not sure how to respond to her increasingly negative outbreaks. How can I address this behavior?

Your boss sucks and isn’t going to change.

You could certainly try saying, “I was really surprised by your text because no one had told me that you were sick. I text you when I’m too sick to work because that’s our policy, so I was confused by your mention of that. This was such an odd text to receive — is there something going on that I don’t realize?”

But really, you’re dealing with someone with zero professionalism who threw a text tantrum because people didn’t baby her enough when she didn’t feel well. And she’s married to your other boss, who apparently is similar.

There’s only one conclusion here.

3. My boss personally attacks me when she changes her mind

I work in a creative capacity, producing work that is pretty subjective. My boss is a woman with unspeakably bad communication skills. Not only is she unable to articulate her demands clearly, she is also the queen of moving goalposts — what constitutes “good” to her changes on a daily basis, depending on her mood. This is a recipe for disaster, and after working with her for 13 months, I’ve learned that it takes 20 stabs in the dark before I can even guess what her mental vision for a project is. (Usually, her vision ends up being totally contrary to her stated wishes at the beginning.)

The problem? When my work doesn’t align with her “mental vision” or when she “forgets” what she instructed me to do last week or when she changes her mind suddenly, her reaction is to rant. But instead of talking about my work, she turns everything into a personal attack. “I don’t know why you think I’ll accept such crappy work.” / “Are you trying to waste my time? I can see that you put zero effort in this.” / “What is wrong with you? Did you just decide to produce low-quality work today?”

How do I re-direct this boss’s attention back to the work instead? Her comments on me (besides being aggressive and unfair) do not help me produce the work that she actually wants. I’ve tried inserting questions like, “Can you tell me where the problem is?” or “What would you like to see here?” but she never actually answers me. Once, she replied with, “I don’t know, but this is not what I wanted!” Usually, she’ll send me out of her office with the bewildering: “Maybe you just need more time to think about it. You figure it out!”

I work hard at my job, and I never submit work that *I* think is second-rate. But my boss seems to think I’m deliberately messing with her when my output doesn’t magically match her “mental vision”. Is there any polite way for me to explain, “I’m sorry I’m not telepathic”? Should I even defend myself and my work ethic when my output is so subjective? And most importantly, how do I get my boss to start giving clear, concise feedback?

Your boss sucks and isn’t going to change.

She has no idea how to manage effectively and she sounds like a mean, shitty person.

All you can really do is decide whether you can work there reasonably happily in spite of her, or whether it’s time to look for another job.

your boss sucks and isn’t going to change was originally published by Alison Green on Ask a Manager.

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iaravps
12 days ago
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Sometimes that's just true
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OCSDNet Advisory Board Member, Prof. Hebe Vessuri awarded 2017 4S Bernal Prize

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We would like to extend a big congratulations to Professor Hebe Vessuri who was awarded this year’s Bernal Prize for distinguished contributions to the field of science and technology studies by the Society for Social Studies of Science (4S). We are honoured to have Professor Vessuri as an advisory board member of OCSDNet and we have benefited from her wisdom and guidance.

We are also fortunate to have Professor Vessuri as one the keynote speakers at this year’s ELPUB conference, taking place just after the upcoming 2017 OCSDNet meeting. Several of the OCSDNet teams will be presenting at this year’s ELPUB conference, and their papers will also be published in the conference proceedings.

You can access a preview of Hebe’s upcoming keynote speech here, entitled “Tapping knowledge globally: open access and mobile objects in an asymmetric world”: http://www.cyprusconferences.org/elpub2017/Vessuri.html

You can also preview the ELPUB 2017 programme here, and see the many OCSDNet contributions in the programme:
http://www.cyprusconferences.org/elpub2017/programme.html

vessuri

“The Society for Social Studies of Science annually awards its Bernal Prize to an individual judged to have made a distinguished contribution to the field. Past winners have included many of the founders and prominent scholars who have devoted their careers to the understanding of the social dimensions of science and technology. The 2017 Bernal Prize winner is Hebe Vessuri, an Argentinian anthropologist whose contributions to the field of Science and Technology Studies have been methodological, empirical, conceptual, and institutional. Vessuri is author and editor of 31 books, and hundreds of articles, book chapters and government reports, written in English, Spanish, French, and Portuguese. A pioneer in the anthropology of science with fieldwork experience throughout Latin America, Vessuri has demonstrated how ethnographic studies of the sciences can inform both social theory and policy. Her conception of national styles of science, peripheral science, and of the cultural role of science in less-developed countries have been particularly influential in Latin America, helping define STS in the region. Her analyses of the role of science in diverse societies speaks powerfully to issues at the heart of contemporary politics around the world.”

See the link below for the full announcement from the Society for Social Studies of Science (4S):

http://www.4sonline.org/prizes/bernal

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iaravps
15 days ago
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Glorifying busy, the cult of productivity and the constant contradictions within academia

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With the generous funding of CONACYT, Mexico’s research agency, I recently launched a project on water conflicts in Mexico. I hired a number of research assistants to my lab a couple of months ago. I am a lead PI with my co-PI being an expert in social network analysis from CentroGEO, Dr. Adriana Aguilar. One of the key elements of the project is the deployment of fieldwork to study six different water-related conflicts across the country. This, obviously, necessitates the coordination of a large research group, and one (very fair) question that my lab members asked was “how will we distribute workloads and assign responsibilities?” This is a question that obviously necessitates the use of a project management software tool. A few weeks ago, I had asked my Twitter followers and Facebook friends for help finding the right project management software (I had used 5pm, BaseCamp, Micro$oft Project, but was recommended Asana, Trello, and others).

Puerto Vallarta Dec 2016 090

I offer this as as a key piece of context, because I have found myself for the past few weeks avoiding the never easy process of testing project management software that I know will be useful to my entire research team, and yet I haven’t made the time to test different project management tools. This is because, for better or worse, I have also conditioned myself to think of “producing” as “doing research, finding articles, analyzing data, writing up articles/book chapters“. It took me a while to realize that “producing” also implies “reading and grading undergraduate students’ essays, reading graduate students’ theses, writing letters of reference“. Or even testing new software. I avoid administrative work like the plague, but there are meetings that I can’t simply avoid because those short one-on-one meetups are the ones that allow me to give instructions on how funds should be allocated, deal with reimbursements, payments, etc.

Everything Notebook and travel kit

We have, in fact, glorified the idea of busyness, almost like a cult. Since grade school (see my threaded rant below), we have been conditioned to work on weekends. This is particularly true in academic life. To work all the time. Not surprisingly, my dear friend, Dr. Janni Aragon, also wrote about how we are conditioned to always being busy, since we are kids.

And I sincerely acknowledge that I have done the same, even on this blog. I have recommended my readers that they use even 15 minute pockets to do *some* writing. I have suggested that there are 7 ways to procrastinate productively. But as I’ve said before, several times already – academia itself as a profession and academic life is full of contradictions. Squarely against my “productivity tips”, I have written about how we can’t take shortcuts in academia and we need time to reflect and think and really process and soak ideas and mull over them, and think about their implications. I have written in praise of slow scholarship. This would seem, to those who don’t know me well, like a contradiction. But I believe it is not: I want to help you be a more productive academic, but I also want you to take time off, to take care of yourself, of make sure to slow down and don’t give into the glorification of busyness, don’t give into the cult of “productivity”. I have clearly said that there is no “magic bullet” for anything in academia. We are such a heterogeneous population that what works for me may, or may not, work for you.

And like Dr. Amelia Hoover Green said in her post on academia, productivity and mental health, I know that I can speak about taking time off because I’m privileged in the sense that my publication record is decent enough that my tenure case hasn’t been a concern at all. But I also want to acknowledge that this “go, go, go” mentality has had detrimental effects on my own health. I almost died of overwork, TWICE, in the last five years. This is not normal. This is not ok.

So let’s join Janni Aragon in her quest to “not glorify busy“. Busy should not be a status symbol.

One final note – I know I’m one of those people who says “I’m eternally busy”, which I definitely am. But I don’t use “busy” as a status symbol. I use “busy” as a signal to protect my time, and to teach myself to prioritize. I am eternally busy, but if an undergraduate student asks me to help him read an essay over, I WILL MAKE TIME. I am always on the go, travelling, researching, doing fieldwork, but I will connect to Skype at 3 am in the morning to have a conversation with one of my students on how she can deal with an issue at school. I am overwhelmed with the amount of work I have, but I will always make time to spend with my friends, go for a walk, or simply sit down and listen to whatever they need to share. I am fiercely protective of my time, and I know that I use the fact that I’m always busy as a signal, not that I feel like being busy is a status symbol, but as a means to show people in my life that I prioritize where I spend my time.

And sometimes, it’s important to spend that time, researching the best project management tools out there to share with my research lab members.

Or doing nothing and taking a few days off to relax on the beach.

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iaravps
16 days ago
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