Mesmo com picos de quase 3 mil metros (m) de altura, o Brasil tem ou não tem montanhas? Até há pouco tempo, para uns tinha, para outros, não. A dúvida parece ter chegado a um fim. Depois de seis anos de debates, análises de mapas e levantamentos de campo, um grupo de geógrafos e geólogos coordenado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) chegou a um consenso: o Brasil tem, sim, montanhas.
As brasileiras são geologicamente bem mais antigas do que as mais conhecidas, como o Himalaia e os Andes, e já bastante desgastadas pela erosão. Seu reconhecimento poderia incentivar o turismo, promover a conservação da biodiversidade e reforçar o alerta contra o risco de deslizamentos de terra em suas encostas íngremes. Os especialistas responsáveis por essa reclassificação já divulgaram vários estudos regionais e o IBGE ainda deve publicar um mapa reunindo as montanhas do Brasil. Definidas como formas de relevo agrupadas com pelo menos 300 m de altura em relação às áreas vizinhas, com topos aguçados e encostas íngremes, elas despontam em 14 estados, de Roraima a Santa Catarina, da Paraíba a Mato Grosso. No Rio de Janeiro, ocupam um terço do território, embora as áreas maiores estejam na Bahia, em Minas Gerais e no Ceará.
Algumas são mais exibidas, como o Dedo de Deus, na região serrana do Rio de Janeiro, e extensas partes elevadas das serras do Mar, da Mantiqueira e do Espinhaço. Outras são menos pujantes, como as que abrigam os bairros do Alto da Boa Vista, na região da Grande Tijuca, zona norte da cidade do Rio de Janeiro e de Campo Grande, na zona oeste. Outras ainda, na Amazônia, estão cobertas por uma floresta impenetrável.
Alexandre Affonso / Revista Pesquisa FAPESP
Não é só a altitude que define uma montanha. A forma conta muito. O monte Roraima, por exemplo, mesmo com 2.810 m, não é uma montanha; por ter um topo aplainado, é classificado como um planalto. O conceito, apoiado em critérios internacionais, também exclui morros isolados, como o Pão de Açúcar, também no Rio, com 396 m; o pico do Cabugi, com 590 m, no Rio Grande do Norte; ou o espigão da avenida Paulista, em São Paulo, com 13 km de comprimento e até 830 m de altitude. Como em Angra dos Reis e Paraty, no Rio de Janeiro, os municípios paulistas de Ubatuba e Santos, Ilhabela e ilha do Cardoso (pertencente ao município de Cananéia) abrangem largas faixas de montanhas, com as estreitas planícies costeiras a seus pés. Ilhabela e ilha do Cardoso são inteiramente formadas por montanhas, de acordo com a nova terminologia do Sistema Brasileiro de Classificação de Relevo (SBCR).
No final de maio, o IBGE deverá apresentar publicamente o mapa de relevo do país elaborado pelo SBCR, agora com as montanhas, como parte da comemoração de seus 90 anos de fundação (ver Pesquisa FAPESP nº 245). Será uma síntese dos estudos realizados nos últimos anos. A primeira parte da nova terminologia, com as cinco formas básicas de relevo, também chamadas de primeiro táxon, foi publicada em abril de 2023 na Revista Brasileira de Geografia. O segundo táxon, com uma visão essencialmente geológica, deve sair nos próximos meses e o terceiro, com descrições detalhadas de cada forma de relevo, em 2027.
Esse movimento representa uma retomada de um conceito antigo. “A ideia de que o Brasil tem montanhas, com registros de mais de 50 anos, se perdeu, porque se assumiu que no Brasil, como em outros países, elas se formariam apenas em áreas de orogênese ativa [regiões onde as forças internas da Terra continuam atuando para formar montanhas], como resultado da colisão de placas litosféricas [litosfera é a camada sólida mais superficial da Terra]”, comenta a geógrafa do IBGE Rosangela Botelho, do Comitê Executivo Nacional do SBCR. O engenheiro civil Luiz Flores de Moraes Rego (1896-1940), da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), tratou delas no livro Ensaio sobre as montanhas do Brasil e suas gênesis (Editora Revista do Clube Militar, 1931), apresentando-as como o resultado de processos geológicos muito antigos. O geógrafo Aziz Ab’Saber (1927-2012), também da USP, detalhou essa ideia, que se mostrou válida, no livro Formas de relevo (Funbec/Edart, 1975).
“As montanhas jovens como os Andes, os Alpes e o Himalaia, que começaram a se formar entre 120 milhões e 50 milhões de anos atrás, estão associadas a áreas de convergência de placas”, comenta o geólogo Celso Dal Ré Carneiro, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), que participou da redefinição dos conceitos do relevo brasileiro.
“No caso do Brasil”, ele prossegue, “as montanhas atuais se originaram de vários processos geológicos. Algumas delas são resquícios de cadeias montanhosas que existiram no território brasileiro, também formadas pela convergência de placas antigas”. Como atualmente apenas as bordas da América do Sul sofrem a compressão de placas litosféricas, a hipótese mais aceita, segundo ele, é que as montanhas brasileiras resultam do soerguimento – a subida – da litosfera, provocado por forças que atuam no manto terrestre.
“Há 480 milhões de anos, o Brasil tinha cadeias tão altas quanto o Himalaia, que hoje atinge mais de 8 mil m, mas se desgastaram com o tempo e a erosão”, diz Carneiro. Uma delas se alongava por quase 1.500 km, do sul do atual estado do Tocantins ao sul de Minas Gerais (ver Pesquisa FAPESP nº 122).
Flavio Varrichio / Brazil Photos / LightRocket via Getty Images Montanha da Borborema, RNFlavio Varrichio / Brazil Photos / LightRocket via Getty Images
Não é apenas o desgaste. Há também o deslocamento das montanhas. Carneiro e o geólogo Fernando Almeida (1916-2013) concluíram que, há 70 milhões de anos, houve uma intensa movimentação vertical de grandes blocos da crosta na região da serra do Mar. “Foi mais ou menos como se cortássemos um pão comprido em fatias e as deslocássemos, umas para cima, outras para baixo”, compara Carneiro. “Esse processo, cujas causas ainda são desconhecidas, formou um grande protoplanalto que era muito mais extenso do que os atuais planaltos Paulista e de Paraibuna. Desde então, a erosão incessante continua a provocar o recuo das escarpas da grande serra.”
Segundo ele, a serra do Mar deve ter se formado sobre uma grande falha geológica conhecida como Falha de Santos, que passa aproximadamente pelo meio da grande ilha de São Sebastião, a 50 km a leste da atual posição da serra, como detalhado em um artigo de junho de 1998 na Revista Brasileira de Geociências. Pesquisas mais recentes, com base na análise do desgaste de rochas, indicam que as escarpas da serra do Mar se deslocam para oeste a uma velocidade de 1 centímetro a cada 100 anos, em consequência da erosão (ver Pesquisa FAPESP nº300).
O debate sobre as montanhas despontou durante um congresso de geografia física realizado em junho de 2019 em Fortaleza, Ceará. Em uma das mesas-redondas, em que se discutiam as novas tecnologias de mapeamento do relevo, Botelho, da plateia, pediu a palavra e, sem grandes pretensões, comentou: “Estamos discutindo o mapeamento automático, mas antes precisaríamos criar um sistema de classificação de relevo, parecido com os que já existem para o solo e os seres vivos. A nomenclatura ainda tem muitas divergências”.
Marcelo Dias de Moura / Getty ImagesUm helicóptero do serviço de emergência voa sobre um deslizamento causado por chuvas intensas em fevereiro de 2022 em PetrópolisMarcelo Dias de Moura / Getty Images
O comentário agitou o auditório lotado. Por fim, os participantes concordaram em formar uma comissão para implementar uma metodologia de classificação do relevo brasileiro, sob a coordenação do IBGE, em colaboração com especialistas do Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM), da União da Geomorfologia Brasileira (UGB) e de universidades. Na primeira reunião, três meses depois, formaram nove grupos de trabalho, cujos participantes deveriam rever os termos e conceitos do relevo. Cerca de 70 geógrafos e geólogos participam desse trabalho.
Foi assim que, no primeiro nível de classificação, o termo depressão, usado para designar relevos planos com inclinação suave, que cobriam 60% do território nacional, foi considerado impreciso e substituído por superfícies rebaixadas, que designam terrenos mais baixos que os vizinhos. “Toda depressão é uma superfície rebaixada, mas nem toda superfície rebaixada é depressão”, diz Botelho. Os conceitos de planalto, tabuleiros e planície, os outros três dos cinco termos básicos do primeiro nível da classificação do relevo, não sofreram modificações (ver infográfico).
Alexandre Affonso / Revista Pesquisa FAPESP
Cada grupo de trabalho conferia em campo as definições nos mapas – nem sempre as descrições batiam com a realidade. Em agosto de 2023, Botelho participou de uma expedição ao maciço do Urucum, no município de Corumbá, em Mato Grosso do Sul, com 1.065 m de altitude, fonte de minério de ferro e manganês explorado por uma mineradora. “Vendo de baixo, temos a falsa impressção de que é um platô, mas, subindo e andando lá em cima, vimos que tem cristas”, ela conta. Assim, o que era um planalto, por causa do topo supostamente plano, tornou-se uma montanha, por sinal, a única do estado.
Outras expedições caracterizam o Ceará como o estado mais montanhoso do Nordeste, por abrigar os maciços de Meruoca, Baturité e Pereiro, além das serras das Matas e do Machado. Na Paraíba, destacou-se a serra do Teixeira, com o pico do Jabre, o mais alto do estado, com 1.208 m. Por sua vez, Pernambuco exibe o pico do Papagaio, com 1.260 m, na serra do Triunfo, que funciona como um oásis no sertão, com clima subúmido e temperaturas abaixo de 14 graus Celsius (ºC) em junho.
Áreas de risco Botelho ressalta que o reconhecimento das montanhas evitará que cada geógrafo adote uma terminologia própria e poderá incentivar não apenas o turismo, mas também as políticas de conservação da biodiversidade e as medidas de prevenção de desastres. Os deslizamentos de terra são mais comuns nessas áreas, como em Petrópolis, Teresópolis e Nova Friburgo (RJ), que, em janeiro de 2011, causaram 900 mortos; em São Sebastião (SP), em fevereiro de 2023, com 64 mortos, e em Juiz de Fora, em fevereiro, com 60 mortos.
Alexandre Affonso / Revista Pesquisa FAPESP
“As encostas das montanhas já sofreriam deslizamentos naturais, por causa de declividade. A ocupação pela agricultura e pelas cidades acelera esse processo e torna a tragédia previsível. A pergunta não é se, mas quando vai acontecer”, comenta a botânica Rafaela Campostrini Forzza, do Jardim Botânico do Rio de Janeiro (JBRJ) e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) no Parque Nacional do Descobrimento, em Prado, Bahia. “As montanhas são ambientes únicos, com uma riqueza biológica imensa, que deveriam ser mais bem preservadas.”
Explorando as paisagens das alturas desde a adolescência, Forzza participou de duas grandes expedições científicas às áreas altas e mais isoladas da Amazônia: uma entre 2011 e 2014, à serra do Aracá e ao pico da Neblina, no Amazonas, e à serra Grande e ao monte Caburaí, em Roraima, da qual resultou o livro Expedições às montanhas da Amazônia (Andrea Jakobsson Estúdio, 2015); e outra à serra do Imeri, no norte do Amazonas, próximo à fronteira com a Venezuela, com altitude de até 2.450 m (ver Pesquisa FAPESP nos259 e 324).
“Se nas áreas planas já é difícil entrar, porque a floresta é muito poderosa e te engole, trabalhar nas mais altas exige condições físicas e psicológicas ainda mais robustas”, ela relata. “No Imeri, choveu todos os dias, fazia muito frio, estávamos acampados sobre um lamaçal, com lama até o joelho e a roupa sempre molhada. Mas é muito gratificante.”
Fabio ColombiniAs sementes da bromélia-imperial têm adaptações que funcionam como âncoras e lhes permitem se fixar sobre rochasFabio Colombini
Além de abrigarem espécies únicas de plantas e animais, as montanhas guardam exemplares de uma flora antiga, já extinta em outros lugares. Em 2011, no alto de um dos picos da serra dos Órgãos, em Petrópolis, o botânico Gustavo Martinelli, também do JBRJ, encontrou touceiras da espécie de bambu mais rara do mundo, Glaziophyton mirabile, que representa a ligação entre as que ocuparam os dois lados do Atlântico.
“As adaptações ao ambiente montanhoso são fantásticas”, ele observou, com um exemplo: as sementes da bromélia-imperial (Alcantarea imperialis), exclusiva da região de Petrópolis, têm extensões semelhantes a âncoras que lhes permitem se agarrarem, germinarem e crescerem sobre paredões de rocha. À medida que crescem, as raízes acumulam detritos e água de chuva que servirão para fixar outras plantas.
Como Forzza, Martinelli encontrou espécies novas de plantas desde que, há 50 anos, começou a subir pela região serrana do Rio, onde seu pai tinha um sítio. Não parou mais. Em 2006, integrou um grupo da Organização das Nações Unidas (ONU) para incentivar a conservação de ambientes montanhosos, já que também são fontes de água para os moradores das cidades. Tentou influenciar o governo federal a implementar essa conservação, mas não conseguiu. No final de 2025, aos 73 anos, percorreu as serras das Confusões e da Capivara, no Piauí.
Como em outros países, as paisagens montanhosas do Brasil passam por transformações decorrentes da ocupação humana, da construção de estradas e da elevação da temperatura. As mudanças facilitam a expansão de cultivos agrícolas, como o de pinheiros na serra do Cipó, em Minas Gerais, e de espécies invasoras. Plantas e insetos, répteis e mamíferos migram para áreas mais altas – se o clima se tornar ainda mais quente, talvez não tenham para onde ir, alertam os pesquisadores.
Livros
AB’SABER, A. N. Formas de relevo: Texto básico. São Paulo, Funbec/Edart. 1975.
BOTELHO, R. G. M. et al. Excursões técnicas: Pelas montanhas do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: IBGE. 2023.
BOTELHO, R. G. M. e SILVEIRA, R. M. P. Excursões técnicas: Adentrando a planície pantaneira. Rio de Janeiro: IBGE. 2024.
BOTELHO, R. G. M. et al.Excursões técnicas: Guia de campo da I Reunião de Classificação do Relevo Planaltos do Estado do Paraná. Rio de Janeiro: IBGE. 2024.
COELHO, M. A. N. (org.) Expedições às montanhas da Amazônia. Rio de Janeiro: Andrea Jakobsson Estúdio, 2015.
IBGE. Províncias estruturais, compartimentos de relevo, tipos de solos e regiões fitoecológicas. Rio de Janeiro: IBGE, 2019.
MARTINELLI, G. Campos de Altitude. Rio de Janeiro: Editora Indez. 1996.
REGO, L. F. de Moraes. Ensaio sobre as montanhas do Brasil e suas gênesis. Rio de Janeiro: Revista do Clube Militar. 1931.
SALES, V. C. et al. Excursões técnicas: Montanhas e planaltos da Borborema, superfície sertaneja e inselbergs da Paraíba. Rio de Janeiro: IBGE, 2025.
1. I don’t want to stay in a haunted hotel on a work trip
I’m a junior employee at a smaller firm (100-200 employees). I travel about once a month for work and typically stay in generic hotels. I’m heading to a small town on my next trip and the project manager suggested we stay at a cute old historic property. Not a problem, I go to book, and it says the hotel has a friendly ghost.
I am absolutely petrified of ghosts and paranormal things — think years and years of weekly therapy. The two people I’m traveling with are more senior than I am, and I’m a little embarrassed to say, “Hey, I know you’ve stayed here before but actually I will be an absolutely terrified mess throughout the entire trip.” Thoughts on how to approach this?
Just own it and be matter-of-fact and breezy about it (even though that’s probably the last way you’re feeling): “I’m really freaked out by places that say they’re haunted and I saw the hotel advertises that way. Could we stay somewhere else? Or would you mind if I did?” That should be all it takes! But if they blow off your concerns, then you could say, “I know it’s not rational, but I want to make sure I can focus during this trip so I’m going to make a separate booking somewhere else for me.”
2. How do I tell interviewers I’m looking for a quieter work environment?
I am looking to move on from my current job, because I can no longer tolerate the noise level of my working environment. I work in an open plan lab with a number of people who all want music playing or have no preference. This used to come from a small radio in the corner of the lab, which was annoying but tolerable, but now it is a speaker box design that also connects to people’s phones and can be loud enough to make conversation difficult, depending on who last set it and their taste in music.
I find this incredibly distracting and very unpleasant. I have no problem with sound caused by normal activities or conversation, but I can’t cope with this. I am trying to set up and run complex analysis where a moment’s inattention can ruin days of work (and trigger weeks of investigations) while unable to hear myself think because I have music I would never choose to listen to continually intruding on my thoughts. I seem to have no ability to shut this out and I am making an above average number of errors because of this. This has lead to me being put on a PIP focused on reducing my number of errors, which I would consider fair except that no effort is being made to mitigate the cause of the problem.
Conversations with my manager have gone nowhere. She believes it is something the lab workers should sort out ourselves, and my coworkers seem to be operating on majority rules. If the radio is off, it is not long before someone switches it back on. There is nothing quite like having thrash metal suddenly switched on at full volume when you are pouring out measures of neat sulphuric acid. Earbuds or noise-cancelling gear are banned due to health and safety requirements that we be able to hear alarms, I can’t work anywhere but the lab most of the day, and I was recently restricted in the number of breaks I can take. I finish almost every day stressed out, exhausted, and paranoid about the errors I may have made, which makes relaxing and recovering at home much harder than it should be. The rare exceptions when I have a quiet day, I finish my tasks early with far fewer errors and walk out of work feeling relaxed and confident instead of dreading the next day.
I am now trying to search for a job where this will not be an issue, but I am having difficulty with motivation, partly because of the exhaustion but mainly because there is no way to guarantee I will not encounter the same problem in a new job. I am also concerned that prospective employers will not consider this a good reason for moving on and may regard me as potentially unreliable or not a team player because of this. Are there any good ways to discuss this at interview or answer the question “why are you leaving your current job?” that will let me weed out similar situations without hurting my application with other employers? I just want to work in a lab and not a disco.
First, it’s ridiculous that your manager won’t do anything about this when your work is suffering from it. Is there any way you can escalate the situation, either over her head or to HR? The company’s interest should be in work getting done correctly and people being able to work comfortably, not in prioritizing music above that. It’s true that some people work better with music, but I doubt the effect on them of removing the music would equal the effect on you of leaving it on.
But as for job-searching, you don’t need to get into this at all. Focus on what interests you about the job you’re applying for, not what’s driving you to leave the current one. The exception to this is if you haven’t been there long enough for that to work (like if you’ve only been there six months and so you’d look flaky for wanting to leave so fast with no explanation), in which case you could say, “Kind of a weird issue, but the lab is really loud — there’s a loud radio playing all day long and I’ve found it’s hard to focus.” That’s not going to make you look unreliable.
3. My intern is terrible and my manager won’t do anything
I work in a technology for education company and my job involves data analysis, customer support, and project strategies. I am not in the U.S., if it’s relevant. Because we’ve had many new projects thrown on us, we hired two interns to help with daily activities. One of these interns, Peter, took some time to get used to the routine, but now he’s great and we trust him fully. He’s also leaving by the end of this week, which is why I’m so worried. The other intern, who I’ll call Jane, is much younger and very immature.
Jane thinks it’s more important to be fast than to be correct. She thinks that if she can do all her tasks in two hours, she’ll have two more hours to do nothing, since she works four hours a day, four days a week. She also does customer support, but she’s terrible at it. She’ll give wrong answers to our customers and not think about it. She’s rude when a client calls and doesn’t say the right things either. She often just doesn’t do what she’s supposed to do and leaves her work to me or Peter. She asks basic questions about our projects that she’s supposed to know, given she’s been with us for almost a year now. Last week, she asked me if she could share a spreadsheet we use that contains all students’ information with one student because he asked for the certificate of his course. The spreadsheet doesn’t even have certificates in it! When I try to talk to her about these things, she just doesn’t respond.
I’ve taken this to our manager and our project manager a million times, but every time they talk to her she says things are great and she’s happy to be learning. Except she’s not learning anything! It’s driving me and my other colleagues crazy. Is there something else I can do while my manager evaluates the situation? I feel like half the time I’m working I’m just fixing her mistakes and I’m close to burning out due to how exhausted I am.
You need to say clearly to your manager that the issue isn’t whether Jane feels things are great and is happy to be learning; it’s that she’s rude to customers, gives them wrong info, doesn’t complete her work, and isn’t responsive to feedback, and you’re spending hours fixing her mistakes. If you’ve already said that clearly … well, then your manager is actually the bigger problem than Jane and is wildly inept! You can try saying it again, spelling it out very, very clearly and emphasizing the impact on you.
But if that doesn’t work, are you able to just not pick up Jane’s slack? Right now, because you’re doing all the work of fixing Jane’s messes, your manager isn’t feeling the pain of the situation the way you are. Try dropping your end of that rope and see if that makes the situation feel more urgent for your boss. (And yes, it can be painful to do that if you’re a conscientious person! But it doesn’t make sense to care about fixing these problems more than your boss does, and letting him see the issues more clearly might be the only thing that will make this better.)
4. I dropped my badge in the toilet
I just dropped my badge in the toilet. I have been on back-to-back calls and ran to the bathroom before my next one, heard a fling-clink right as I sat down and … well, nature called before I could get it, if you catch my drift.
WHAT DO I SAY WHEN REQUESTING A NEW ONE? There is no amount of cleaning that is going to make me be able to wear it again.
“I accidentally dropped my badge in the toilet.”
You don’t need to explain anything further than that. The details here are entertaining for us but unnecessary for your office.
5. How long should it take for HR to fix a payroll mistake?
I just realized that job I’ve been on unpaid leave of absence from for the past few months has continued to pay me via direct deposit this whole time. I should have realized sooner, especially since HR kept doing / asking / sending me weird things (they initially refused to confirm my past employment for my employer during the leave and seemed to think that doing so would make me lose something, they’ve sent me updates on raises which they should only do for people currently on payroll, etc.) and HR has a history of screwing up, but I didn’t, so now I’m left holding the bag and needing to fix this mess.
Thanks to your column, I know I owe them this money back (five figures). I’d rather pay it in one lump sum to get this fixed as quickly as possible, and thankfully I do have it liquid, so I have made sure the same account they were direct depositing to has enough money for them to claw it back without overdrafting. I asked them for an estimate of when they will do so, when they will fix my assorted withholding (such as state tax, federal tax, and union dues), and an estimate of when they will send my corrected W2.
Is there anything else I need to be doing or asking them for? How long is this likely to take a competent HR department, and how long for an incompetent HR? It’d be nice to have a check on whatever they say.
You have all the correct questions covered. You should expect them to fix it by the next payroll, two payrolls at most. If it takes longer than that (particularly since you need a corrected W2 to file your taxes next month), you should escalate it. (To be clear, if they owed you money, they should fix it by the next payroll, period.)
This beautiful man, this small plush bloke trapped in a t-pose for eternity (except for when you squeeze his tummy and his arms come down to his sides as if he really is startled by the squeeze) is my own Mario, obtained last year through a dog-themed racing game at Coney Island, and I love him very much.
He's very soft and huggable (of course), but one thing I like about him is that he has a loop on the back of his head, so you can hang him anywhere easily, like so:
Because of his eternal t-pose, hanging him on the wall like this evokes the wall-mounted crucifix. Mario looks ridiculous like this. He is no Jesus, and yet his pose is impossible not to associate with Christ through the sheer power of positioning. It's kind of remarkable how strong that iconography is. All you have to do is be up somewhere, arms outstretched, and you yourself become a sort of Jesus.
I've been thinking a little bit about Christian iconography in Japanese media after Skittybitty's mention of the early Zelda series's explicit Christian references in her video on the Gerudo and colonialism. In Japan, the first game had Link wielding a bible (renamed the 'book of magic' for its US release), and in the second game, Link obtained a cross. By the third instalment, the series took on its own new mythology, but some concept art survives of Link praying in front of a crucifix.
Amazing.
I love the way that Christian themes and iconography are often incorporated into the mythos of JRPGs in particular - religious theming can be such a great shorthand for various sorts of mysticism or tradition or worldly history. But one thing I appreciate is the flippancy of its inclusion. Link's bible is inextricable from his broad European fantasy influence in an interesting way - the crunchy background to the forest-y world of the elves contains, as we well know, Jesus Christ our lord and saviour. He gives Legolas a thumbs up. It's awesome.
It's like Vampire Survivors. A game in which my favourite weapon is indeed the bible. That thing kills.
Now, none of this has much to do with Mario. They're not including a lot of religious stuff in Mario games despite his Italian nature. But one iconic t-pose nevertheless evokes a Jesus. And so, my little man becomes an anachronistic clash of popcorn modern media, and the exalted background of our world's esteemed and ancient religious culture. Good for him. I'm going to hug him.
"He is no Jesus, and yet his pose is impossible not to associate with Christ through the sheer power of positioning. It's kind of remarkable how strong that iconography is. All you have to do is be up somewhere, arms outstretched, and you yourself become a sort of Jesus." Oh how I love Lilly's writing!
How is this not simple? Judges seem to have little difficulty sanctioning lawyers for slop briefs. Why can journals and departments not seem to do this?
“If we catch a hallucinated citation in your manuscript, it means an automatic desk rejection.”
“If we discover a hallucinated citation in your published article, it means immediate retraction without appeal. We will not consider a correction.”
“If you have an article retracted for a hallucinated citation, your tenure case is over. If you are tenured, you will be fired for cause.” (The Loon will allow one warning for the tenured, she supposes. One, and one only.)
The key is immediate and crushing punishment without time-consuming rules-lawyering. Will this stop all AI slop? No; a few slopsters have just barely brain cells sufficient to avoid the obvious screwups. Will it significantly reduce the slop deluge and the number of slopsters, to the great benefit of academia as a whole? Certainly.