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iaravps
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Teto de gastos trará grande retrocesso na Saúde, avalia especialista em Saúde Coletiva

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Em apresentação na 69a Reunião Anual da SBPC, a pesquisadora Fabíola Sulpino Vieira criticou a política econômica de congelamento de gastos na saúde e educação: ˜Esses são os dois pilares do capital humano. Se não fizermos nada, a gente pode ter sérios problemas no nosso sistema de proteção social”

Os impactos negativos da Emenda Constitucional 95, mais conhecida como Emenda do Teto de Gastos, foram amplamente discutidos em diversas mesas da 69a Reunião Anual da SBPC. No último dia do evento, no entanto, uma conferência se destacou por apontar os dados em um dos setores mais importantes para o desenvolvimento dos países: a saúde.

Junto com educação, a saúde teve um tratamento diferenciado na emenda feita à Constituição Federal. O governo federal divulga que esses setores foram “poupados”, mas o efeito real em relação às políticas públicas que vigiam antes da nova regras é de perda de recursos, como apontou a pesquisadora Fabíola Sulpino Vieira, doutora em Saúde Coletiva e ex-pesquisadora do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), na apresentação dessa sexta-feira, 21.

“O que a emenda faz é congelar o orçamento da saúde por 19 anos a partir do ano que vem (2018)”, afirmou Vieira. “O problema é que, havendo crescimento econômico, a gente perde em relação à regra anterior. O delta desse eventual crescimento não é necessariamente apropriado para a Saúde”, explicou. Essa situação, na visão da pesquisadora, agrava a já combalida política de investimentos em Saúde no Brasil. Desde a década de 1990, o País tenta vincular o investimento nesta área a um percentual mínimo orçamentário. Mas manobras técnicas sempre restringiram a transferência real dos recursos.

Impactos Econômicos

Para Vieira, o mais intrigante é que os cortes são justificados pelo governo federal como uma necessidade para que a economia volte a crescer. Acontece que, segundo a pesquisadora, o efeito prático desse arrocho tende a ser exatamente o contrário. “Saúde e Educação são os dois pilares do capital humano e, além do desenvolvimento pessoal da sociedade, eles contribuem também para o crescimento econômico. Saúde gera renda”, avaliou. “Se a gente gasta R$ 1 na saúde, o efeito é de R$ 1,70 no PIB. Educação e Saúde têm os maiores multiplicadores fiscais, como demonstrado em vários estudos.”

Para ela, a manutenção de subsídios fiscais para grandes empresas às custas dos cortes de investimentos em políticas públicas não apenas têm pouco impacto na recuperação econômica, mas também aprofundam as diferenças sociais. “Economistas do Fundo Monetário Internacional já reconhecem que algumas políticas neoliberais aumentam a iniquidade social e colocam em risco uma expansão durável da economia.”

Impactos Sociais

Quando os investimentos em saúde caem, os impactos não são apenas econômicos. A saúde geral da população também fica em risco. Vieira exemplificou esse impacto com o crescimento dos casos de sífilis congênita no Brasil. Hoje, apenas a China produz penicilina pois não há grande lucro na venda do medicamento e o Brasil, com poucos recursos na pasta, acaba limitando as importações. Com isso, crescem os casos de sífilis em uma escala que já preocupa por seu potencial epidêmico. Problema que poderia ser combatido com investimento em uma indústria própria de suprimento com fomento público.

Políticas restritivas na seguridade social reverberam fortemente na população, pressionando a saúde de forma ainda mais ampla, conforme alertou a pesquisadora. “Há uma piora da saúde mental das populações que passam por essas políticas. Esse é um dos campos da saúde que mais sofre porque as pessoas passam a ter depressão, angústia, ansiedade… E isso amplia casos de suicídio, por exemplo”, alertou a analista. “Na Espanha, que adotou uma política econômica semelhante, aumentaram os casos de HIV porque há impactos também no sistema de atendimento de saúde.”

O que fazer?

Para Fabíola Vieira, a primeira coisa a fazer para reverter o teto é gerar informação para proteger os gastos com saúde. “Os ministros precisam ter dados para mostrar às equipes econômicas e convencê-las a manter os investimentos em saúde.” Também é muito importante manter o sistema de seguridade social, para evitar os impactos sociais que prejudicam a saúde da população. E, por fim, reforçar a cooperação internacional na busca de experiências que melhores a gestão da área.

Acima de tudo, a pesquisadora recomendou à comunidade científica que não se conforme com o congelamento de gastos haja vista os enormes impactos para o País. “Se não fizermos nada, a gente pode ter sérios problemas no nosso sistema de proteção social.”

Mariana Mazza – para o Jornal da Ciência

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iaravps
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OpenCon 2017 em Berlin, inscrições abertas!

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Ni!

As inscrições estão abertas para a OpenCon 2017 que este ano acontec em Berlim, Alemanha, nas datas de 11 a 13 de novembro!

Bolsas de participação cobrindo os custos de viagem estão disponíveis. O formulário de inscrição e mais informações encontram-se em:

https://apply.opencon2017.org/apply-2017/

Inscrições abertas até o 1o de agosto!

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iaravps
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Vem gente! #OpenCon
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ABEC implanta sistema de cadastro ágil e transparente para acesso ao DOI

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Depois de vários meses de trabalho, a Associação Brasileira de Editores Científicos (ABEC) concluiu a organização de um robusto banco de dados integrando a entidade ao sistema DOI, que inclui a cobrança de forma ágil, transparente e eficiente. Atualmente, são 418 prefixos associados, com dois sistemas bancários de cobrança: Banco do Brasil e Sicoob (Sistema de Cooperativas de Crédito do Brasil).

“Depois de longa negociação entre o nosso presidente, o professor Rui Seabra, e o Sicoob, conseguimos que a taxa fosse reduzida e o custo de cada boleto caiu de R$ 9,00 para R$ 2,30, sem cobrança na reemissão. Já Banco do Brasil cobra 1,00 real por boleto reemitido”, comemora o professor Benedito Barraviera, tesoureiro da ABEC.

O sistema de pagamento dos DOIs ficou muito mais ágil e eficiente. “Todos 191 boletos foram individualizados, gerados, processados, enviados ao banco, registrados, devolvidos a ABEC e em seguida enviados aos associados (DOI). Os associados podem realizar o pagamento em qualquer banco, inclusive após o vencimento, uma vez que todos agora são registrados”, acrescenta Barraviera.

Outra vantagem é que o banco de dados da ABEC possui uma interface com o sistema da Crossref que permite ao editor gerar relatórios individuais em relação ao pagamento do DOI de cada prefixo, referente ao período que quiser. “É um avanço que vai facilitar e muito a prestação de contas dos periódicos”, avalia.ABEC

Na opinião do presidente da ABEC, Rui Seabra, trata-se de uma vitória impar da equipe da ABEC (foto) e da empresa Visual, que não mediu esforços para construir o sistema e superar os desafios que se apresentaram. “Nossa próxima etapa é mapear cada prefixo e avaliar quantas revistas (nome por nome) estão filiadas ao sistema Crossref-DOI-ABEC. Espero que tenhamos estes dados até novembro, para podermos apresentá-los na assembleia e gerar o relatório anual para o Crossref. Quero compartilhar esse feito com os colaboradores diretos da ABEC (Nilson, Natasha e Roberto), com a empresa Visual e com toda Diretoria. A partir de agora, sinto experiência e firmeza em iniciar novas parcerias em especial na América Latina”, garante.

 

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iaravps
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El estado de los portales de datos abiertos en Latinoamérica

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Buscando entender cómo pueden los gobiernos tomar acciones para asegurarse de que están publicando los conjuntos de datos más valiosos para sus ciudadanos, se evaluó el estado de los portales de datos abiertos en 20 países de América Latina. Aquí te contamos lo que encontramos. ...

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iaravps
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I Simpósio sobre Ciência Brasileira Visível será realizado no IBICT

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iaravps
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