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Abraço Cultural: aprendendo novas línguas com professores refugiados

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Dica para quem quer aprender um novo idioma, ou aperfeiçoar o vocabulário enferrujado. A ONG Abraço Cultural nasceu tímida, como uma iniciativa para ajudar a inserir profissionalmente refugiados de diferentes países. O negócio deu certo, os cariocas compraram a ideia e o Abraço, que inicialmente acontecia dentro da Casa de Cultura Habonim Dror, em Botafogo, ganhou unidade própria na Tijuca, onde já oferece até “Abracinhos”, como batizaram as turmas para criancas.

Fundado em 2015 em São Paulo, o projeto chegou ao Rio em março de 2016 e até agora já teve cerca de 1100 alunas e alunos, 15 professores e gerou mais de 350 mil em renda para os professores. Só no Rio! Através da ONG, refugiados vindos de países como Síria, Haiti, Venezuela, Marrocos e Gâmbia, oferecem uma aula bem diferente das oferecidas pelos cursinhos tradicionais. Até o material do Abraço foi personalizado para que você aprenda o máximo do país de origem de seu professor, além de, claro, mergulhar na cultura que envolve a língua escolhida, que pode ser inglês, francês, espanhol ou árabe.

Culinária, dança, música, costumes dos moradores, política dos países… tudo se encontra na sala de aula. Experiência própria de quem amou estudar francês pela primeira vez com um professor do Congo, e aprendeu a contar como os suíços, africanos e belgas. Bom, por lá as aulas regulares começam sempre em março e agosto, e os intensivos tem início em janeiro e julho. Olha aí! As inscrições para as próximas turmas intensivas já estão abertas no site abracocultural.com.br

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iaravps
15 days ago
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Rio de Janeiro, Brasil
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Entidades científicas se manifestam contra Relatório do Banco Mundial

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O Jornal da Ciência reúne as manifestações de entidades científicas e acadêmicas contra a sugestão do relatório do Banco Mundial, divulgado na última semana, de acabar com a gratuidade do ensino superior público no Brasil

Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior no Brasil (Andifes): “O relatório do Banco Mundial sobre políticas públicas no Brasil é preocupante pelo conteúdo (eivado de incorreções, omissões e recomendações contrárias aos interesses nacionais) e pela repercussão (recepcionado pela grande mídia e outros setores da sociedade como um documento de especialistas em políticas educacionais, embora elaborado por uma instituição financeira). Como vem apontando a Andifes, o perfil dos alunos das universidades federais é majoritariamente de membros de famílias de baixa renda, sem capacidade financeira para pagar pelo acesso à universidade. E o financiamento público da educação superior no Brasil está abaixo da média da OCDE, sem contar que o cálculo do investimento brasileiro inclui o pagamento da folha de aposentados das universidades (gasto previdenciário). O mais grave é que o relatório ignora o papel das universidades federais no desenvolvimento econômico e social, na produção científica e tecnológica e no enfrentamento do mais grave problema do País, a desigualdade social. Curiosamente, o documento menciona, na introdução, a necessidade de o Brasil rever o pagamento de juros da dívida pública e elevar a tributação dos “grupos de alta renda”, mas opta por não discutir os temas (também ignorados pela grande mídia). O pano de fundo desse debate é, na verdade, o interesse de fundos financeiros internacionais, que já são donos de muitas instituições de ensino superior no país, em avançar na exploração da educação com fins lucrativos.” Emmanuel Tourinho, reitor da UFPA e presidente da Andifes

Sociedade Brasileira de Catálise (SBCat): “A Sociedade Brasileira de Catálise repudia inteiramente as recomendações do Banco Mundial em relação à gratuidade no ensino publico. Tivessem recomendações semelhantes tido sido adotadas pelos governos da China e da Índia, esses dois países não estariam no atual nível de desenvolvimento educacional, científico e tecnológico. De antemão, a SBCat apoia futuras recomendações do Banco Mundial quanto à moralização da classe política, interrupção da corrupção e aumento do orçamento da Educação, Ciência e Tecnologia.” Victor Teixeira da Silva, presidente da SBCat

Associação Nacional de Pesquisa e Pós-graduação em Psicologia (ANPEPP): “A ANPEPP posiciona-se radicalmente contra toda e qualquer iniciativa de acabar com o ensino superior público e gratuito no Brasil. Considera que a expansão do sistema de ensino superior público é um dispositivo de inclusão social da juventude, de desenvolvimento tecnológico para o País e produção qualificada de conhecimento. Dessa forma, são pilares que sustentam a perspectiva de uma  sociedade mais igualitária e democrática.” Magda Dimenstein, presidente da ANPEPP

Jornal da Ciência

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iaravps
16 days ago
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Rio de Janeiro, Brasil
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Relatório do Banco Mundial compara alhos com bugalhos no ensino superior

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Estudo faz comparação simplista e enganosa entre despesas de universidades com infraestruturas completamente diferentes – MAURÍCIO TUFFANI, Editor Se analisou em saúde, assistência social e em outras áreas como fez com a educação superior brasileira, o relatório do Banco Mundial que teve ampla repercussão na semana passada não merece credibilidade. Encomendado pelo governo, o documento...
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iaravps
17 days ago
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Rio de Janeiro, Brasil
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Perguntas, respostas e suspiros noturnos

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Num dia comum na Grande Biblioteca, ou em qualquer outra biblioteca grande ou pequena, muitas perguntas são feitas. Os funcionários nem sempre dão as respostas que gostariam, por educação, prudência ou tédio mas, às vezes, dão.

Dona Teresa está guardando toneladas de livros, usando guarda-pó, máscara para não morrer de tanto espirrar e um enorme crachá onde se lê seu nome e função em letras garrafais. Alguém se aproxima e pergunta:
– Por acaso a senhora trabalha aqui?
– O que você acha? – devolve Dona Teresa, espichando-se toda,  com uma das mãos no quadril e a outra apontando para os sinais de que se trata de uma funcionária trabalhando.

Normalmente a reação é um pedido de desculpas encabulado ou uma cara feia. Ambos divertem igualmente a guardadora de livros, que solta uma gargalhada e oferece seus préstimos com simpatia. A única reação diferente registrada em vários anos de observação foi de uma garota gorduchinha que bateu palmas como se tivesse feito uma grande descoberta e gritou:
– Eu acho que sim! Me ajuda! Me ajuda! Eu não consigo achar o livro!

Lá no balcão de empréstimos um cavalheiro de terno mal cortado folheia distraidamente o livro que alguém devolveu.
– Isso parece coisa de “viado”…

E o bibliotecário, com grande naturalidade, pergunta:
– Eu sou veado, por que você acha isso?

Ninguém entende muito bem a resposta gaguejada, que soa mais ou menos como “nada não, obrigado”.

Mais tarde, dois moleques resolvem matar a curiosidade e perguntam para a moça da portaria:
– Tia, por que você fica desenhando esses quadradinhos aí?
– Tá vendo este pauzinho aqui? – indicando com a ponta da unha pintada de vermelho um dos risquinhos de sua estatística de entrada de usuários – É você. Este outro aqui é o seu amigo. Entendeu?

Depois de mais de vinte minutos tentando decifrar as confusas  anotações de uma jovem universitária, a bibliotecária de referência finalmente descobre que um dos  supostos livros era um artigo  de revista e o outro um filme, nenhum deles disponíveis no acervo.
– Mas o professor disse que eram livros e que eu poderia encontrá-los aqui!

A bibliotecária explica, com a ar de quem revela um grande segredo:
– O professor não sabe nada…

Diante da expressão completamente chocada da moça, Lúcia, que já havia levado umas broncas por causa de sua língua rápida e ferina, volta atrás e conserta um pouco a maldade:
– Quero dizer que seu professor sabe muuuitas coisas, mas disso ele não entende nada – e ajuda a moça a encontrar filme e artigo em fontes alternativas de caráter pirático.

A mesma Lúcia costuma responder, com um bonito sorriso, quando alguém reivindica um privilégio por conta de uma condição que considera única e muito relevante (“eu faço doutorado na UCI -Universidade Chique e Importante”, por exemplo):
– Você e mais uns trezentos – adaptando o número à situação. A vontade mesmo era dizer “ você, a torcida do Corinthians e metade da do Palmeiras”, mas seria um exagero. Lúcia é desbocada, mas não abusa.

A estagiária estudante de Letras detesta quando explica que não pode digitalizar o livro e enviar para o usuário, porque existe uma lei que protege direitos autorais e tal, e a pessoa questiona, como se estivesse explicando um fato da vida no qual ela nunca havia pensado:
– Mas, e se eu pegar o livro emprestado e digitalizar? Quem vai saber?

Para usuários conhecidos, daqueles que estão sempre na biblioteca e com quem os funcionários se permitem certas familiaridades, a estagiária responde, com algumas variantes:
– Tem uns ácaros aí no livro treinados para acionar um alarme telepático que vai soar lá no Departamento Antidigitalização de Livros na Íntegra da Polícia Federal toda vez que alguém faz isso. Aí os fiscais da ABNT vão rastrear o livro até sua casa, confiscar o pdf e aplicar-lhe pesada multa.

Os mesmos ácaros, segundo Lúcia, gritam desesperados quando alguém rabisca o livro: “PARA, PARA, VOCÊ ESTÁ ME MACHUCANDO! ”.

Já os fiscais da ABNT apareceram na biblioteca num belo dia de dezembro para avisar que os festões da decoração natalina estavam fora dos padrões, de acordo com um funcionário gaiato que fez a secretária da chefia, por um breve momento, acreditar na história.

E é quando todos riem com essas outras biblio-fantasias, como a história do movimento migratório dos livros que explicaria obras sobre arte rupestre guardadas na estante de culinária, é que a Fernanda da Aquisição, a melhor contadora de causos da Grande Biblioteca, muito séria, se põe a narrar a história dos suspiros.
– Vocês estão rindo, mas fiquem sabendo que nesta biblioteca, como em quase todas as bibliotecas que têm acervo muito antigo, há diversos livros que suspiram. Durante o dia não se nota, mas quem andar entre as estantes à noite talvez consiga escutá-los. São os livros esquecidos, que ninguém abre há muitos anos e se ressentem disso – nesse momento, Fernanda faz uma pausa e baixa o tom de voz, como se contasse um segredo soturno. Alguns deles, na verdade, jamais deveriam ser abertos mesmo. Nem todos os livros esquecidos são inofensivos. Por isso, se algum dia vocês ouvirem suspiros na Biblioteca, afastem-se imediatamente das estantes.

Alguns ouvintes arregalam os olhos, outros soltam risadas nervosas, mas não há quem não lance um olhar ressabiado em direção às imponentes estantes guardiãs de segredos.

E assim, na Grande Biblioteca e em qualquer outra biblioteca, as perguntas ingênuas, as respostas às vezes tortas, as piadas, as histórias e os suspiram se repetem, dia após dia. E devem continuar, enquanto existirem bibliotecas e pessoas dentro delas.

Agradeço à querida Arlete (em memória),ao José e ao Walber por algumas dessas histórias. Nem todas são inventadas.

fotos: Victoria Pickering, Library; Michael D Beckwith, Chetham´s Library (Flickr)

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iaravps
17 days ago
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>> Amo causos de biblioteca 💕
Rio de Janeiro, Brasil
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Instituições discutem consórcio para assinatura de identificador digital

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iaravps
20 days ago
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>> o ORCID vem aí...
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Exigências e Clamores

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iaravps
31 days ago
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Rio de Janeiro, Brasil
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